Bibliografia comentada

Morfologia - Lexicologia

Formação de palavras

Gramáticas de referência

Cintra, L. & Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.

Descreve o português actual na sua forma culta, embora descreva também aspectos da linguagem coloquial. O capítulo 6 - Derivação e Composição - aborda, de forma muito completa os diferentes processos de formação de palavras. Fornece listagens de prefixos e de radicais de origem latina e grega, acompanhados com a indicação do sentido e respectivos exemplos em português.

 

Bechara, E. (1999). Moderna Gramática Portuguesa (37ª ed. revista e ampliada). Rio de Janeiro: Lucerna.

Como nos afirma o autor: "Dificilmente haverá seção da Moderna Gramática Portuguesa que não tenha passado por uma consciente atualização e enriquecimento: atualização no plano teórico da descrição do idioma, e enriquecimento por trazer à discussão e à orientação normativa a maior soma possível de fatos gramaticais levantados pelos melhores estudiosos da língua portuguesa, dentro e fora do país".*
A secção B)- Estrutura das unidades: análise mórfica - aborda, ao longo dos cinco capítulos distribuídos por cerca de setenta páginas, diferentes aspectos da morfologia e da lexicologia. 1.Estrutura das palavras; 2. Formação de palavras do ponto de vista constitucional; 3.Estudo estrutural do léxico: a lexemática; 4. Formação de palavras do ponto de vista do conteúdo; 5. Alterações semânticas.
A composição, como processo de criação de palavras, é definida de forma muito esclarecedora num dos parágrafos do capítulo 2, "A composição é uma transformação sintáctica em expressão nominal." (p. 353)

 

Mateus, M. H. et alli. (2003). Gramática da Língua Portuguesa. Lisboa: Caminho.

Dirige-se àqueles que trabalham sobre diversas línguas particulares e também sobre o português, mas a variedade da língua contemplada nesta obra é a norma-padrão do português europeu, embora em muitas circunstâncias se indiquem características de outras variedades nacionais, geográficas e/ou sociais.*
A parte V - Aspectos morfológicos da gramática do português - organiza-se em três secções: Estrutura morfológica básica; Formação de palavras: afixação; Formação de palavras: composição.
Descreve os processos morfológios de forma exaustiva. A versão de 2004 da TL estava em consonância com a abordagem adoptada nesta gramática.

Gramáticas com informação específica sobre formação de palavras
Ali, M. Said (1969). Gramática Secundária da Língua Portuguesa (8ª edição revista e comentada por Evanildo Bechara). S. Paulo: Ed. Melhoramentos.

Esta gramática tem objectivos pedagógicos e o autor exprime, no Prólogo, a sua intenção de não sobrecarregar as explicações com "terminologia abstrusa e inútil". No capítulo dedicado à Formação de Palavras apresenta uma lista muito completa de prefixos e radicais gregos, os quais, segundo afirma, se destinam a consulta apenas.

 

Ignacio Bosque y Violeta Demonte (eds.) (1999).
Gramática descriptiva de la lengua española- Vol 3. Real Academia Española:Madrid.
O terceiro volume desta gramática dedica cinco capítulos da Morfologia à descrição exaustiva dos fenónemos linguísticos que podem ser estudados na derivação e na composição. Muitos dos aspectos considerados para o espanhol aplicam-se directamente ao português.
Linguística e ensino do Português
Azuaga, Luísa (1996). "Morfologia", Introdução à Linguística Geral e Portuguesa. Hub Faria, Isabel et alii (orgs.)Ed. Caminho: Lisboa.

O capítulo da Introdução à Linguística Geral e Portuguesa sobre a Morfologia aborda aspectos específicos da flexão e derivação. Descreve os processos morfológicos mais produtivos em português e dedica uma secção à formação de palavras.

 

Correia, M. & Lemos, L. S. P. de (2005). Inovação lexical em português. Lisboa: APP, Colibri.

São apresentados os principais mecanismos disponíveis em português europeu para a renovação do léxico desta língua. O livro trata de forma muito clara e com intenções didácticas a derivação, por confronto com a composição, e os tipos de derivação. Fornece um glossário e exercícios para os diferentes níveis de escolaridade.

Consultar excerto e índice

Rio-Torto, G. M. (1988). Morfologia Derivacional; Teoria e Aplicação ao Português. Porto: Porto Editora.

«Nove artigos congregados em torno de um comum interesse pela morfologia das línguas naturais. Neles são abordadas algumas questões mais prementes com que a teoria e a prática morfológicas actualmente se debatem, tais como o lugar da morfologia e da formação de palavras na gramática, princípios e métodos de análise morfolexical, identidade dos processos e dos paradigmas genolexicais.»*


Villalva, Alina. (2000). Estruturas morfológicas : Unidades e hierarquias nas palavras do português. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Dissertação de doutoramento baseada em trabalho de descrição e análise de estruturas morfológias do Português. O trabalho foi desenvolvido com base nos pressupostos teóricos da Teoria Generativa. Fornece descrições muito completas, com listas de exemplos, de estruturas de sufixação e de composição.

*
Extraído de Bibliografia de apoio para análise da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) - 2006